Levantamento da riqueza faunística da RPPN
Estudo com armadilhas fotográficas: 6 câmeras, 162 dias e 3.888 horas registraram 20 mamíferos silvestres, aves e lagartos — incluindo 4 espécies ameaçadas.
Um santuário de vida silvestre em 43,5 hectares de mata, serra e águas cristalinas, na Serra dos Pireneus.
São 43,5 hectares no Sítio Santa Clara, entre 762 e 966 metros de altitude, cortados pelo Córrego Vaga Fogo. A cinco quilômetros do centro de Pirenópolis, subindo o Morro do Frota.
Um levantamento com armadilhas fotográficas registrou a fauna do Cerrado ao longo de cinco meses. A presença de espécies exigentes atesta a alta qualidade ambiental da reserva.
Representações ilustrativas das espécies efetivamente registradas pelas armadilhas fotográficas da reserva.
Índice de abundância do levantamento faunístico · Lucas Gaehwiler, 2024
Ao contrário dos mamíferos, as aves se deixam ver — e aqui elas são muitas. A reserva é um local excelente para birdwatching, com aves de rapina, grandes aves do Cerrado e dezenas de espécies típicas da região, algumas raras.
Aves fotografadas por Estevão F. Santos e Jayrson Araújo de Oliveira · identificação de Estevão Santos (2024).
Há mais de três décadas o fogo não entra na reserva — e a mata respondeu. As árvores cresceram, o cerrado adensou, e num mesmo olhar convivem cerrado típico, matas de encosta e vegetação rupestre entre afloramentos de quartzito.
Pequizeiros, baruzeiros e cajueiros sadios, robustos e produtivos — comida farta que a fauna agradece.
Incontáveis espécies de uso tradicional, guardadas por um Cerrado bem preservado.
Flores de cores e formas difíceis de imaginar, num mosaico de formações arbustivas, manchas arbóreas e mata.
Fotografias da flora em breve · texto de Rogério Dias, biólogo e turismólogo.
Uma jornada por trilhas de diferentes níveis, com acessibilidade, até mirantes, decks de observação e cachoeiras. Ao anoitecer, o Cerrado troca de cena.
Longe das luzes da cidade, a Via Láctea se abre sobre a Serra dos Pireneus. Uma das experiências que a reserva reabre ao público.
A Flor das Águas fica na Serra dos Pireneus, a poucos minutos do centro histórico de Pirenópolis. O acesso é pela Estrada para o Santuário Vagafogo, subindo o Morro do Frota.
A qualidade ambiental que sustenta essa fauna depende de proteção contínua. A visitação é desenhada para conservar, não para consumir.
O centro de visitantes está sendo restaurado para reabrir à visitação. Do tijolo aparente à casa pronta, cada etapa devolve vida ao casarão que vai receber quem chega.
Antes
Depois
Estudos, documentos e registros fotográficos que sustentam a conservação da Flor das Águas — um acervo vivo do Cerrado de altitude.
Estudo com armadilhas fotográficas: 6 câmeras, 162 dias e 3.888 horas registraram 20 mamíferos silvestres, aves e lagartos — incluindo 4 espécies ameaçadas.
Levantamento das fitofisionomias e espécies vegetais nativas registradas na reserva.
Análise físico-química e monitoramento das nascentes perenes que cortam a reserva.
Ato oficial de criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural, inscrita no SNUC.
Diretrizes de uso, zoneamento e conservação da reserva e de sua área de visitação.
48 fotosRegistros das espécies documentadas ao longo do levantamento de campo.
22 fotosO passo a passo da recuperação da sede histórica, do tijolo aparente à casa pronta.
36 fotosSerras, veredas, cachoeiras e o céu estrelado da Serra dos Pireneus.
Cartografia da reserva com trilhas por nível, decks de observação e pontos de água.
Camadas de relevo (762–966 m), cursos d'água e nascentes da reserva.
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A Flor das Águas é uma reserva particular. A visitação sozinha não cobre a conservação contínua da fauna, das nascentes e da restauração — cada contribuição mantém o Cerrado de pé.
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